17 de Abril de 2014

"Can't imagine they could end up here."
DEADLY CLASS #1
Rick Remender, Wes Craig e Lee Loughridge
Image Comics, janeiro 2014
32 págs, tetracromia, floppy

A Image Comics está num período renascentista, anda a publicar primeiros números a torto e a direito e, ao contrário de outras editoras, esses números trazem realmente novas histórias e conceitos.
Deadly Class faz parte da fornada de 2014 (escrito por Rick Remender, ilustrado por Wes Craig e colorido por Lee Loughridge) e conta a história de um adolescente sem-abrigo que é convidado a pertencer a uma escola de assassinos.
O assassino adolescente órfão é um conceito que já foi muito bem explorado na bd em outros meios e as novidades aqui não são muitas. A introdução da personagem principal é muito boa - com crítica à América dos anos 80 à mistura - e o diálogo é credível e fluido. 
O desenho de Wes Craig é muito bom e ele tenta algumas técnicas interessantes, por vezes sacrificando o storytelling pelo impacto visual. 
Mas o verdadeiro herói deste comic é Lee Loughridge, cujas cores amplificam o ambiente da história de forma primorosa. O papel do colorista muitas vezes é de menor destaque mas Loughridge é, na minha opinião, essencial para o sucesso deste comic
Resumindo, este primeiro número cumpre bem o seu papel - introduz um novo mundo ao leitor e motiva a comprar o próximo. A experimentar.

17 de Abril de 2014

Após uma longa ausência, regresso a este espaço. Novas responsabilidades, preguiça e pouca motivação impediram-me de continuar com a regularidade, já ténue, deste blogue. 
Dadas as novas circunstâncias, pretendo alterar ligeiramente a estrutura do blogue. Portanto, as, já de si não muito longas, "análises" da bd que leio vêm a ser substituídas por postagens mais curtas e espontâneas; para além disso, pretendo continuar com a exposição de arte "tangencial" de autores de bd e criar um novo espaço - que espero ser semanal - com ligações para notícias ou artigos que julgo interessantes e relacionadas com o nosso pequeno nicho. Peço também a vossa colaboração, se encontrarem algo, seja arte tangencial ou uma notícia/artigo que vos tenha interessado, deixem um comentário ou mandem um mail, obviamente serão creditados com ligação para a vossa forma de apresentação online favorita.

8 de Novembro de 2013

Em 2013 foi a vez de Marco Mendes e Bo Soremsky.
COMIC-TRANSFER
Till Laßman e Ricardo Cabral
Edições Polvo, 2013
168 págs., tetracromia

18,87 euros (sem IVA)


Este fim de semana, dia 10 de novembro, às 15 horas, será lançado no 24º FIBDA o álbum Comic-Transfer, por Till Laßman e Ricardo Cabral e editado pelas Edições Polvo. "Resulta de um intercâmbio artístico luso-alemão, sob a égide do Goethe-Institut Portugal. Teve o seu início com o artista português Ricardo Cabral, que visitou a Alemanha durante duas semanas, em meados de Julho de 2012, passando primeiro por Hamburgo e depois por Berlim, com uma curta passagem pelo Festival de Desenho de Stralsund. Seguiu-se a visita do parceiro de intercâmbio Till Laßmann a Portugal, em Outubro de 2012. Till Laßmann começou a sua viagem no Porto, seguindo depois para Lisboa. Nas páginas deste livro estão reunidas as suas visões, que reflectem a forma como vemos os outros e como os outros nos vêem a nós, as experiências e impressões das cidades visitadas, através do dia-a-dia dos habitantes, dos locais mais apetecíveis, das mulheres nas idas às compras, das vistas panorâmicas dos telhados, das pessoas nos cafés ou simplesmente a passear ao longo do rio..."
Durante este fim de semana Ricardo Cabral estará a dar autógrafos entre as 17 e 19 horas no sítio do costume. 
Há ainda a oportunidade de visitar a exposição "Comic-Transfer - A Minha Cidade Vista Pelos Teus Olhos" onde estão expostos originais do livro e da mesma iniciativa em 2013 cujos participantes foram Marco Mendes e Bo Soremsky. Pode ser que haja livro para o ano e assim aguçam-se apetites.
 É aproveitar que a partir de segunda-feira já não há FIBDA!

13 de Outubro de 2013

"Watta woil, watta woil."
KRAZY KAT
THE COMIC ART OF GEORGE HERRIMAN
McDonnell, O'Connell & De Havenon
Harry N. Abrams, 2004
224 págs., tetracromia

A 13 de Outubro de 1913 estreia-se Krazy Kat no New York Evening Journal. As personagens principais, um(a) gato(a) e um rato tinham a sua origem na strip anterior do autor, George Herriman, "The Dingbat Family", sobre a vida doméstica de uma família e a sua contenda continuada com os vizinhos do andar de cima (mais tarde a strip veio a ser conhecida como "The Family Upstairs"). Aos poucos, a disputa entre o(a) gato(a) dos Dingbat - apelidado(a) Krazy Kat pelo rato - e o seu rival ganhou autonomia dentro da strip e acabou por ter um espaço autónomo a acompanhar as aventuras dos Dingbat. A progressiva emancipação completou-se exactamente há um século.
A história contada em "Krazy Kat" rapidamente sedimentou-se. Resumindo, Krazy está apaixonado(a) pelo rato Ignatz que não o(a) suporta e para demonstrar o sentimento que nutre pelo(a) gato(a), sempre que pode, arremessa-lhe um tijolo à cabeça, acção que Krazy interpreta como demonstração de amor, Offissa Pupp, último vértice do triângulo amoroso, prende Ignatz para proteger Krazy, de quem gosta.
Durante 31 anos temos, praticamente sempre, uma variação deste cenário. A genialidade de Herriman é nunca se repetir apesar da fórmula e ter introduzido idiossincrasias que fazem de "Krazy Kat" uma obra única: o discurso de Krazy, mistura fonética de dialectos e línguas; os cenários inspirados pelo deserto do Arizona, em constante mudança, transfiguram-se de vinheta para vinheta, à volta das personagens e edifícios.
Herriman é ele próprio uma figura interessante, principalmente devido às suas origens confusas, que o identificam como "mulato" no registo de nascimento, sendo mais tarde declarado "caucasiano" no seu certificado de óbito. De vez em quando surgem estas questões de etnia numa ou outra história de Krazy Kat que ganham logo outra profundidade tendo em conta a ambiguidade étnica do autor. Sem falar do género de Krazy que, propositadamente, nunca chega ser estipulado de forma inequívoca.
"Krazy Kat" é um dos grandes clássicos dos comics americanos e a sua influência estende-se até aos nosso dias, repercutindo-se em autores como Chris Ware (autor da série "Acme Novelty Library" e designer da recente colecção da Fantagraphics - "Krazy & Ignatz" - que colige a obra completa de Herriman) ou Patrick McDonnell, autor da série "Mutts", denunciadamente inspirada por "Krazy Kat", e co-autor do livro que devia ser o tema deste post.
Agora é só poupar os 300 euros para poder ter a edição especial (capa dura, páginas maiores) em 3 volumes publicada pela Fantagraphics!

10 de Outubro de 2013

"I am not my brother."
THE MANHATTAN PROJECTS VOL.1
Jonathan Hickman Nick Pitarra
Image Comics, 2012
144 págs., tetracromia

Hiroshima e Nagasaki são a memória mais marcante do Projecto Manhattan responsável pelo desenvolvimento de armas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial. O facto das bombas terem sido lançadas numa altura em que a guerra estava praticamente ganha, aparentemente como demonstração de força e/ou forma de dissuasão de confrontos futuros, diz muito do estado de espírito vivido na altura e é francamente aterrador. A frase que está associada a Oppenheimer, um dos principais contribuidores para o projecto, citada do Bhagavad Gita, possui uma potência que ecoará na eternidade.
Como foi possível o conjunto das mentes mais brilhantes do lado dos Aliados ser capaz de tal destruição e causar tanto sofrimento?
A resposta reside no título desta bd escrita por Jonathan Hickman, "The Manhattan Projects", cuja pluralidade sugere o resto do icebergue escondido.
Sob a tutela do exército americano, um grupo que inclui Oppenheimer, Einstein e Feynman, entre outros, pode desenvolver projectos que ajudarão a manter os Estados Unidos com principal potência mundial. Ao contrário da imagem de virtuosidade registada nos livros de História, estes cientistas são, no sentido tradicional, malucos e raramente bem-intencionados. Aos poucos as suas agendas revelam-se e não auguram nada de bom.
"The Manhattan Projects" é uma bd de ficção científica e aventura que sobressai pelas suas personagens pouco simpáticas mas interessantes, cada uma com voz própria. Há muitos segredos e revelações que levam o leitor a querer saber mais sobre este universo rapidamente em expansão.
A arte de Nick Pitarra faz lembrar Chris Burnham ou Frank Quitely mas mais "bruta" e está complementada de uma forma excepcional pelas cores de Jordie Bellaire que contribui imenso para o ambiente e storytelling, algo raro na bd actual. Aliás, julgo que a impressão da colecção vem até a reforçar o trabalho de Bellaire, tenho a ideia que os números individuais não estão tão bons em termos de cor.
Portanto, mais uma boa aposta da Image Comics que está aos poucos a ganhar um terreno muito importante na publicação de material cujos direitos são exclusivos dos autores.

Um agradecimento, mais uma vez, a André Nóbrega pelo empréstimo do TPB.

9 de Outubro de 2013

DUAS LUAS
André Diniz & Pablo Mayer
Edições Polvo, Outubro 2013
136 págs., P&B
12,90 euros (sem IVA)

Ao poucos descobre-se o que se vai passar no 24º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Um dos lançamentos anunciados é do livro "Duas Luas" de André Diniz e Pablo Mayer, feito exclusivamente para a publicação pelas Edições Polvo.
André Diniz vai estar presente no evento nos dias 2 e 3 de Novembro por ocasião da exposição "Seis esquinas de inquietação", onde, juntamente com as obras de outros 5 autores brasileiros, se incluem algumas páginas deste novo livro e também do seu livro anterior "Morro da Favela" (também publicado em Portugal, este ano, pela Polvo).
De seguida a nota de imprensa.

"O LIVRO
Nilo, proprietário do Bar do Lourenço (de onde virá o nome?), está interessado em vendê-lo para se poder dedicar mais à sua amada Natali e à filha que está para nascer, fruto do amor de ambos. Mas as coisas não são assim tão lineares e enquanto a venda não se concretiza Nilo terá de enfrentar e resolver uma série de questões, tentando manter sempre a sua integridade imaculada. Bandidos, estranhos sonhos, insónias, mortes, clientes metediços e uma velha prostituta (iniciada na profissão pelo pai de Nilo), são alguns dos ingredientes desta intrigante história saída directamente da imaginação do prolífico André Diniz e habilmente desenhada pelo virtuoso Pablo Mayer.

OS AUTORES
ANDRÉ DINIZ é argumentista e desenhador de Banda Desenhada e autor e ilustrador de livros infanto-juvenis. No Brasil, já ganhou mais de uma dezena de prémios, entre eles o de melhor roteirista, melhor graphic novel, melhor edição de quadrinhos, melhor site de quadrinhos, entre outros. Em 2012 venceu o conceituado prémio HQ MIX, como melhor roteirista nacional, através de “Morro da Favela”, editado em
Portugal pela Polvo, em 2013. Vive em S. Paulo, Brasil. PABLO MAYER, ítalo-brasileiro, é ilustrador e desenhador de Banda Desenhada. Colabora há mais de meia dúzia de anos com ilustrações para jornais, revistas e livros infantis de grande circulação na imprensa brasileira (Folha de São Paulo, Editora Abril, Globo...). Faz também ilustrações para videojogos e publicidade. Publicou a tira Brabos Comics, no jornal ANotícia. Foi um dos autores brasileiros convidados para a versão editada em Portugal de “Morro da Favela”. Hoje, vive com a sua esposa Carolina em Dublin, na Irlanda."

7 de Outubro de 2013

"Each one of these comics has a story"
INKSHOT
Hector Lima, Pablo Casado et al.
Monkeybrain Comics, 2013
268 págs., P&B

A 18 de setembro de 2013 estreou-se, exclusivamente em formato digital, na plataforma online de venda de banda desenhada Comixology, a antologia "Inkshot". Publicada pela Monkeybrain Comics, a antologia reúne 45 histórias curtas, de três a cinco páginas, feitas por 75 “novos” autores que têm a particularidade de terem todos como língua materna a portuguesa. Puxada a brasa, desengane-se o leitor, a antologia é exclusivamente brasileira.
Quando em 2008 Hector Lima se associou a Pablo Casado partilhavam uma ideia: organizar uma antologia de banda desenhada para divulgar autores brasileiros em terras do Tio Sam. Mais, planeavam que esse conjunto de histórias fosse representativo de uma “identidade brasileira”. Seria possível, no meio de tanta diversidade de influências, géneros e estilos, estabelecer uma visão representativa da “bd Brasil”?
“Inkshot” é a tentativa de resposta à pergunta e a melhor possível. Do western (“Black Durango”) à comédia (“Cosmogonia”) ao terror (“Canibal Lunchbox”); do cartoon (“Hapiness2”) ao fotorrealismo (“Lapse”) ao manga (“Running in the Shadows”), temos de tudo um pouco no livro. Há um grande número de autores talentosos que preenchem as páginas do livro e de uma consistência pouco comum em iniciativas do género. Com um espectro tão largo de abordagens, a escolha inteligente pelo preto e branco trouxe uma coesão à obra que seria difícil de outra forma.
O principal problema do livro é relativo à tradução dos textos originais em português para o inglês. A maioria das histórias têm traduções competentes mas há umas cujo inglês é praticamente incompreensível. Se para mim, que não tenho o inglês como primeira língua, esses textos foram de um desconforto extremo (“My life was special” é um dos exemplos que me custou especialmente - ver a segunda vinheta, página 245), nem imagino a reacção dos nativos. As más traduções prejudicaram o que foi contado e relegaram ao esquecimento narrativas imaginativas que mereciam mais. Investir num tradutor profissional para a obra completa teria sido uma boa ideia.
Resumindo, “Inkshot” é uma antologia bem conseguida que apresenta catadupas de talento com algumas falhas que podem dificultar a sua recepção pelo público habituado a ler em inglês.
Pode ser que deste lado do Atlântico também seja possível fazer algo semelhante.

Originalmente publicado aqui.

29 de Setembro de 2013

"Bolas, mulher, nunca mais te calas?"
PONTAS SOLTAS - CIDADES
Ricardo Cabral
Edições Asa, 2011
96 págs., tetracromia

Quando "Evereste" - baseado na experiência real do alpinista português João Garcia - saiu em 2007, tinha na sua capa fria e opressiva dois homens a escalar, a um custo muito real e conhecido, uma montanha gelada.
A capa de "Pontas Soltas" situa-se numa posição quase diametralmente oposta à de "Evereste". Um design limpo e colorido coloca-nos numa perspectiva extrema a sobrevoar uma cidade. No meio da imensa estrutura citadina, pequenos vislumbres de elefantes cor-de-rosa, robôs disfarçados de prédios e borboletas inteligentes bidimensionais. Como em "Evereste", somos preparados para o interior do livro.
Uma colecção de histórias curtas que "se unem de forma natural sobre o tema Cidades", "Pontas Soltas" é parte autobiográfico, parte fantástico e parte diário de viagem.
O ponto alto do álbum é "Da cidade...", um passeio pela cidade de Portimão cujo fio condutor é uma conversa continuada pelas várias pessoas que encontramos pelo caminho. Nestas dez páginas, o autor revela uma sensibilidade para o diálogo, plausível e humano, sem a qual esta sequência não seria tão eficaz.
Para além do diálogo, o elemento mais característico da obra é o seu estilo gráfico fotorrealista. Ricardo Cabral é um ilustrador mais que competente (talentoso), domina facilmente os vários elementos do desenho propriamente dito (perspectiva, anatomia, luz, forma, etc.) mas é a sua dependência (admitida no próprio texto) do registo fotográfico que o limita. Pessoalmente prefiro traços mais "livres" e a escolha das cores dá uma aparência artificial mesmo ao desenho de observação "ao vivo".
À parte da minha preferência estilística, gostaria de ver Cabral investir em narrativas menos sediadas na autobiografia (mesmo que com alguns laivos fantasiosos). Não sei se há receio da entrega plena à ficção mas a verdade é que neste álbum a única história ("Lágrimas de Elefante") do género é em colaboração. Agora que se fala em novo projecto e após reconhecimento nacional e além-mar, será interessante ver em que veredas caminhará Ricardo Cabral.

Originalmente publicado aqui.

28 de Setembro de 2013

"You don't live nowhere at all, mate."
THE NEW DEADWARDIANS
Dan Abnett & I.N.J. Culbard
Vertigo Comics, 2012
152 págs., tetracromia

1910. Há 50 anos que a humanidade convive com monstros. Num mundo atingido por uma pandemia que transforma humanos em zombies, os influentes sujeitam-se a uma cura tão monstruosa como a doença. 
Em “The New Deadwardians”, o Inspector-Chefe George Suttle vê-se a braços com a investigação do homicídio de um proeminente cuja causa de morte não se encontra entre as tradicionais da sua espécie, pois a cura a que se submeteram os ricos não é mais que o vampirismo e para essa condição conhecem-se bem as "soluções". 
O que poderia ser o habitual embate hollywoodesco "vampiros versus zombies" é evitado de forma elegante. A ameaça iminente dos mortos-vivos é pano de fundo, a verdadeira história é a de Suttle, um homem que lida com a perda da sua humanidade.
Ao longo da investigação somos apresentados a uma sociedade dividida por mais questões que as financeiras. De um lado, na Zona-B, os trabalhadores de colarinho azul, que se manifestam para obter melhores condições de vida; do outro, na Zona-A, a classe alta, à qual pertencem o protagonista e a vítima, cada vez mais distantes do que é ser humano, praticamente imortais, com a sua segurança garantida pela sua fisiologia alterada que também lhes traz "tendências" que podem ser controladas medicamente. 
É precisamente devido a estas tendências da vítima que Suttle tem a oportunidade de contactar com a "verdadeira humanidade" e se vê aos poucos capaz de a reconquistar em si. Entretanto, um enredo de policial de voltas e reviravoltas que envolve sociedades secretas, conspirações e magia.
Abnett desde o início da trama que adopta uma visão maioritariamente científica para a pandemia, a cura e a morte do vampiro. Essa visão perde vigor nas etapas finais da narrativa tendo que se recorrer a uma explicação mágica da morte que desilude e faz menos coesa a obra. As diferentes sugestões de resolução ao longo da história (a sociedade secreta, a substituição do pai pelo filho) acabam por ser mais interessantes que o final que obtemos - uma não tão típica história de vingança. O fim indicia continuidade e embora Abnett não tenha "tido pernas" para concluir de forma satisfatória, o miolo é cativante e faz querer conhecer mais este mundo.